Este guia explica passo a passo como criar a conta Cloudflare da empresa, dar acesso à nossa equipe técnica para subir as páginas e — quando você decidir — começar a centralizar o gerenciamento dos seus domínios. Nada da sua operação atual precisa mudar agora.
Entendendo o papel da plataforma antes de mexer em qualquer coisa.
A Cloudflare é a infraestrutura por trás de uma parte enorme da internet — incluindo gigantes como Discord, Shopify, OpenAI e Canva. Para empresas como a sua, ela funciona como uma camada central entre o usuário final e os seus sites e serviços.
Vocês têm várias marcas (MVW, Mure, Bodysplash, etc.) e cada uma vai ganhando novos sites e subdomínios. Sem uma camada como a Cloudflare, isso vira um pesadelo: configurações espalhadas em vários painéis, performance inconsistente, sites caindo em horário comercial, certificados expirando. A Cloudflare unifica tudo num lugar só e torna invisível pra vocês a maior parte da complexidade.
Cada marca-mãe ocupa um subdomínio raiz; as sub-linhas ficam aninhadas dentro dele. Todas as páginas já estão publicadas e funcionais.
Marca-mãe ocupa o subdomínio raiz (mure.m3pages.com, mvw.m3pages.com); sub-linhas vivem aninhadas (perfumes.mure.m3pages.com, terceirizacao.mure.m3pages.com, bodysplash.mure.m3pages.com). Isso espelha a organização real das marcas e deixa óbvio, só pelo endereço, a quem cada página pertence.
Para o tipo de site que vocês usam — landing pages institucionais — a diferença é gritante.
Vocês hoje usam WordPress para os sites institucionais das marcas. Faz sentido perguntar: por que sair dele? A resposta curta: WordPress foi desenhado em 2003 para um problema (blogs com muitos posts) que os sites de vocês não têm. O custo dessa escolha aparece em performance, segurança e manutenção.
| Aspecto | WordPress | Cloudflare Pages |
|---|---|---|
| Velocidade de carregamento | 2–6 segundos (PHP + banco) | ~200 ms (arquivos estáticos + CDN) |
| Custo mensal de hospedagem | R$ 30–200/mês por site | R$ 0 (gratuito, sem limite) |
| Custos com plugins | R$ 50–500/ano por plugin | Não usa plugins |
| Manutenção | Updates de core + plugins + temas, toda semana | Zero |
| Risco de invasão | Alto — alvo nº 1 de ataques na web | Praticamente nulo (não há servidor para invadir) |
| SSL (cadeado HTTPS) | Configurar e renovar | Automático, para sempre |
| Backup | Sua responsabilidade | Versionado automaticamente |
| Sites caindo / fora do ar | Comum em picos de tráfego | Praticamente impossível |
| SEO / Google PageSpeed | 50–80 (médio) | 95–100 (excelente) |
Cada site WordPress consome ~2–4 horas de manutenção técnica por mês só para manter atualizações, segurança e performance estáveis. Com 10 sites, isso vira 20–40 horas/mês — o equivalente a meio funcionário só "apagando incêndio". E quando um site é invadido (estatisticamente, vai acontecer), o prejuízo de imagem e o retrabalho são grandes.
São os dois únicos argumentos que tradicionalmente justificavam manter o WordPress. Em 2026, no contexto da operação de vocês, nenhum dos dois se sustenta.
O WordPress dominou o mundo dos blogs entre 2003 e 2020 porque resolvia um problema real da época: alguém precisava escrever, formatar, ilustrar e publicar artigos sem mexer em código. O editor visual era imbatível para a tecnologia daquele momento.
Em 2026, esse argumento envelheceu. Agentes de IA hoje pesquisam notícias do setor em tempo real, escrevem o artigo, traduzem para múltiplos idiomas, geram imagens, montam o SEO e fazem o commit no repositório — tudo em minutos. A equipe humana entra no fim do fluxo, apenas para revisar e aprovar antes da publicação. O controle editorial fica maior, não menor. E o volume escala sem proporcionalmente escalar o time.
Tradução: uma pessoa com agentes de IA produz hoje mais conteúdo, em mais idiomas e com mais profundidade técnica do que uma redação inteira conseguia fazer em WordPress há 5 anos.
No site da Wissen Consultoria (uma das marcas do grupo, já no stack novo), temos hoje 159 artigos publicados — 127 em português, 16 em inglês e 16 em espanhol — cobrindo atualizações regulatórias da ANVISA, INPI, MAPA, NRs trabalhistas, RDCs e portarias do DOU. Ritmo de vários artigos por semana, ininterrupto desde março de 2025. Esse volume já é muito maior do que o site WordPress original alguma vez teve — e em três idiomas, contra um.
Esse volume seria insustentável no WordPress. Para gerar esse mesmo conteúdo lá, vocês precisariam de uma redação dedicada — pesquisando publicações oficiais, escrevendo, formatando, subindo imagens, configurando Yoast SEO, e traduzindo manualmente para cada idioma. No stack novo, o fluxo é direto: agente de IA monitora o DOU e portais regulatórios → redige o artigo → traduz para PT/EN/ES → faz commit → equipe revisa no preview do Pages → aprova → publica. Várias publicações por dia, se necessário, sem aumentar o time.
WooCommerce nasceu como o "WordPress que vende" e foi excelente entre 2011 e 2020 para lojas pequenas. Em 2026, qualquer operação séria de e-commerce escolhe entre opções superiores:
WooCommerce ficou no meio do caminho — alto custo de manutenção, taxa de vulnerabilidades absurda (cada plugin é uma nova porta para fraude), checkout fraco. Mais importante: vocês não vendem no site institucional. As páginas apresentam produto e capturam contato; a venda acontece em canais especializados. Não há nenhuma funcionalidade de WooCommerce em uso hoje que precise ser replicada.
Esse é o ponto que fecha a discussão. Mapeei o site WordPress atual de vocês — funcionalidade por funcionalidade — e todas elas já estão implementadas, e melhor, no stack estático novo:
| Função que o WordPress entregava | Como entregamos agora (sem WordPress) |
|---|---|
| Multi-idioma (WPML / Polylang) | Rotas /pt/, /en/, /es/ nativas + hreflang |
| SEO (Yoast / RankMath) | Meta tags, Schema.org, sitemap.xml, robots.txt no build |
| Formulários de contato (Contact Form 7) | HTML + Cloudflare Workers / Resend (ilimitado, sem spam) |
| Galeria / portfólio de produtos | Componentes estáticos com imagens otimizadas (WebP / AVIF) |
| Blog editorial | Geração assistida por IA + revisão humana + Git |
| Analytics | Cloudflare Analytics (zero-cookie) + GA4 se necessário |
| Cache / performance | CDN global da Cloudflare nativa, sem plugin |
| Backup | Versionamento Git automático + Pages rollback |
Migrar não significa "perder funcionalidade e ter que recriar". Significa desligar algo redundante. Tudo que vocês já têm no WordPress, vocês já têm também — e melhor — no stack novo.
Em 2026, manter o WordPress na operação de vocês não é apenas desnecessário — é prejudicial. Consome dinheiro (hospedagem mensal, licenças de plugins, contratos de manutenção), consome tempo técnico (uma pessoa apagando incêndios), aumenta a superfície de ataque, prejudica SEO e performance, e não entrega uma única funcionalidade que o stack atual já não entregue melhor.
A pergunta correta para 2026 não é mais "quando vale a pena manter o WordPress?" A pergunta é "o que ainda nos prende a ele?" — e a resposta honesta, no caso de vocês, é nada além de inércia.
Sair do WordPress não é um trade-off — é ganho em todas as dimensões: custo, performance, segurança, manutenção, escalabilidade, capacidade de produção de conteúdo, alcance internacional. O WordPress era a melhor ferramenta da década passada. Em 2026, a operação de vocês já tem coisa melhor rodando — só falta tomar a decisão de desligar a velha.
Migrar para a Cloudflare não exige mexer nos sites WordPress, e-mails ou hospedagens existentes.
Este é o ponto mais importante de tudo: nada da sua operação atual será desligado, movido ou alterado nesta etapa. A Cloudflare entra como uma camada, não como um substituto. O que está funcionando, continua funcionando.
Pense na Cloudflare como um recepcionista central da empresa. Antes, cada visitante batia direto na porta de cada departamento (cada hospedagem). Agora, todos passam por uma recepção única, que sabe pra onde mandar cada um — e protege todos os departamentos de visitas indesejadas. Os departamentos continuam exatamente onde estavam.
Leva ~5 minutos. Pode fazer pelo navegador, sem instalar nada.
Vá em dash.cloudflare.com/sign-up.
Use um email corporativo (ex: [email protected]), não um email pessoal. Esse cadastro será o "Super Administrador" — o dono absoluto da conta. Escolha uma senha forte e única.
A Cloudflare envia um email de verificação. Clique no link recebido.
Ao fazer login, a Cloudflare oferece planos pagos. Escolha Free — é gratuito de verdade, sem trial, e atende 100% do que precisamos.
Esta é a etapa mais importante. No canto superior direito, clique no ícone do seu perfil → My Profile → Authentication.
Configure com Google Authenticator ou Authy (apps gratuitos para celular). Anote os recovery codes num lugar seguro (gerenciador de senhas, cofre físico) — sem eles, perder o celular = perder a conta.
Esta conta é um ativo da sua empresa. Mesmo depois de me dar acesso, ela continua 100% sob seu controle. Você pode revogar meu acesso a qualquer momento (explico abaixo).
Para eu publicar as páginas e configurar os domínios, preciso de acesso à conta — com permissões limitadas ao que é necessário.
No dashboard, clique no nome da sua conta (canto superior esquerdo, ao lado do logo Cloudflare) → Manage Account → Members.
No canto superior direito da tela de membros, clique no botão azul Invite.
Em Roles, marque exatamente os 5 papéis listados na seção 7 abaixo. NÃO marque "Super Administrator" — esse dá acesso total, incluindo billing e capacidade de remover você. Não preciso disso e não quero ter.
Clique em Invite. Vou receber um email da Cloudflare, aceito, e te aviso quando estiver tudo configurado.
O princípio é o de "menor privilégio": pedir só o mínimo necessário para fazer o trabalho.
zairon.com.br ao invés de zairon.m3pages.com), preciso desta permissão para configurar.
Com essa configuração, NÃO consigo:
Esta etapa é opcional e pode ser feita no seu tempo. Pode ser hoje, daqui a uma semana ou daqui a três meses.
Apontar o DNS de um domínio para a Cloudflare significa dizer: "a partir de agora, é a Cloudflare quem decide onde os visitantes deste domínio vão parar". Mesmo assim, ela pode mandar a maioria do tráfego de volta para a hospedagem WordPress atual — então, na prática, o usuário final não percebe a mudança. O que vocês ganham é o painel unificado.
No dashboard: botão Add a site. Digita o domínio (ex: mvwgroup.com.br). A Cloudflare automaticamente escaneia todos os DNS atuais do domínio (sites WordPress, e-mails, subdomínios) e importa para o painel dela. Nada se perde nessa importação.
Confere a lista: todos os registros (incluindo MX dos e-mails, A dos sites WP, TXT de verificação) devem aparecer. Se algo estiver faltando, adicionamos manualmente antes de seguir para o próximo passo.
A Cloudflare mostra 2 nameservers (algo como kate.ns.cloudflare.com e walt.ns.cloudflare.com). Acesse o painel onde o domínio foi comprado — Registro.br, GoDaddy, HostGator, etc. — e substitua os nameservers atuais pelos da Cloudflare.
A propagação leva de 5 minutos a 24 horas (média: 1–4 horas no Brasil). A Cloudflare envia um email quando o domínio estiver ativo. Durante a propagação, tudo continua funcionando — sites e e-mails não caem.
Quando o DNS está na Cloudflare:
zairon.mvwgroup.com.br, lp-blackfriday.mvwgroup.com.br) em 30 segundos, sem mexer na hospedagem antiga.Não cancele a hospedagem WordPress atual antes de tudo estar testado e funcionando. Não delete o domínio do painel antigo (deixe parado por uns 30 dias, por segurança). E principalmente: não troque os nameservers antes de confirmar que a importação de DNS importou todos os registros, especialmente os MX de e-mail. Se um MX for esquecido, os e-mails param.
Quando quiser, sem aviso prévio, em 10 segundos.
A qualquer momento — sem precisar me avisar, sem precisar dar justificativa — você pode remover meu acesso completamente. É instantâneo.
Manage Account → Members.
Procure [email protected] na lista.
Clique nos três pontinhos (⋯) ao lado do email → Remove member. Pronto.
No segundo seguinte, perco qualquer capacidade de mexer na conta. As páginas que subi continuam funcionando normalmente — elas pertencem à conta, não a mim. Você pode contratar outro desenvolvedor, dar acesso a ele com as mesmas permissões, e ele consegue continuar de onde parei. Esse é o valor de centralizar a infraestrutura na sua própria conta: portabilidade total.
Se ler só esta seção, já tem o essencial.
Qualquer coisa que não ficou clara, me chama no WhatsApp. Se for preciso, marco uma chamada de 20 minutos com tela compartilhada para fazer o cadastro junto.